Produção de Medicamentos




De Onde Vêm os Medicamentos?



atendimento

A resposta que nos vêm a cabeça é "Os medicamentos vêm da farmácia... da drogaria". rs E é verdade, nós os encontramos lá. Mas como são produzidos?


farmacia

Quando estamos doentes utilizamos os medicamentos receitados pelo médico para nos sentirmos melhor ou nos curarmos.


doente

Nestas horas confiamos nos medicamentos esperando que eles façam o efeito desejado, que sejam seguros, que tenham qualidade e que não tenham muitos efeitos colaterais indesejáveis.

A confiança no médico e no tratamento são fundamentais para o restabelecimento da saúde.


doente

Medicamento é um produto farmacêutico, tecnicamente obtido ou elaborado com finalidade profilática(prevenção), curativa, paliativa(melhora qualidade de vida) ou para fins de diagnóstico.



Basicamente os medicamentos são divididos em dois tipos: Homeopáticos e Alopáticos.



medicamentos homeopáticos


Homeopáticos: No tratamento homeopático os medicamentos são produzidos com pequenas quantidades do material que causa a doença ou que causa sintomas parecidos com os da doença quando ministrados em maiores quantidades em pacientes saudáveis.

É o princípio Similia similibus curantur: "Semelhantes são curados por semelhantes".

O medicamento homeopático é preparado em um processo em que se dilui cada vez mais esse material em um solvente (normalmente o álcool), e se faz movimentos de batidas (sucussão) e "dinamização".

Segundo os homeopatas, quanto mais diluído mais se desprende energia e maior o efeito.

Muitas vezes o material é diluído 100 vezes, ou 1000 vezes, ou seja, a quantidade de material que causa os sintomas é infinitamente pequena no solvente álcool.

As formas mais comuns são gotas ou glóbulos, mas a Farmacopéia Homeopática Brasileira registra também tabletes, comprimidos, pós, pomadas, cremes, óvulos, supositórios, colírios e outras.

Este site apresenta informações sobre a produção de medicamentos alopáticos e não homeopáticos.



medicamentos alopáticos


Alopáticos: São todo e qualquer medicamento e/ou terapêutica que age de forma contrária à doença tratada.

A maioria dos medicamentos utilizados são alopáticos.

É o princípio Contraria contrariis curantur: "Contrários são curados por contrários".

Princípio seguido por Galeno que estabeleceu também as bases da alopatia.

Por exemplo: anti-hipertensivo - combate a hipertensão arterial.

Existe o príncipio ativo que é a substância que faz o efeito contrário ao da doença no organismo, e quanto maior a sua quantidade, maior o seu efeito.

O maior dos problemas encontrados no uso dos alopáticos são os seus efeitos colaterais e sua toxicidade.

O funcionamento dos medicamentos alopáticos no organismo é mais conhecido e explorado.

A Farmacologia é a ciência que estuda o comportamento dos medicamentos no organismo vivo e abrange: a composição de medicamentos, propriedades, interações, toxicologia e efeitos desejáveis que podem ser usados no tratamento de doenças.

Vale lembrar que mesmo a Fitoterapia (tratamento com plantas medicinais) entra na categoria de alopáticos.



medicamentos fitoterápicos


Fitoterápicos: São medicamentos alopáticos feitos com plantas medicinais. Podem ser pós, cápsulas, chás, folhas, etc.

A maioria dos medicamentos industrializados vendidos hoje têm sua origem em substâncias encontradas nas plantas medicinais.

aspirina


A aspirina (ácido acetilsalicílico) foi descoberto a partir de uma planta (Spiraea ulmaria) que fornece o ácido salicílico.

Para ser utilizada oralmente, sua molécula foi modificada para não machucar tanto o estômago (aparelho digestório) e ser menos tóxica: o ácido salicílico passou a ser o ácido acetilsalicílico - o acetil torna a molécula menos tóxica.

A aspirina é um medicamento anti-inflamatório, antipirético, analgésico e também antiplaquetar.

O ácido salicílico (sem o acetil) é tão forte que é utilizado topicamente para retirar calosidades.

É o medicamento mais conhecido e consumido em todo o mundo. Em 1999 a Aspirina completou 100 anos.

O que Tem Dentro do Medicamento?



Os medicamentos possuem o príncipio ativo e os excipientes.

O príncipio ativo é a substância que deverá exercer efeito farmacológico no organismo. Por exemplo: as 500 mg de paracetamol do comprimido de Tylenol, as 100 mg de Nimesulida do comprimido de Nisulid.


princípio ativo = nome genérico



Já os excipientes são substâncias que servem como veículo do príncipio ativo.

Você já imaginou tomar apenas 1 mg de um princípio ativo (por exemplo, a glimepirida)? Seria difícil inclusive enxergar esse pequeno volume.


excipientes



Os excipientes têm funções como aumentar o volume do medicamento, melhorar sua aparência (corantes, revestimentos), melhorar seu sabor (edulcorantes), conservar os medicamentos (conservantes), etc.

Os excipientes normalmente não devem fazer efeitos no organismo mas infelizmente podem causar alergias e alguns efeitos indesejáveis. Por isso a legislação controla a quantidade permitida de cada um e na bula do medicamento constam os nomes dos excipientes.



Pesquisas de Novos Medicamentos



pesquisa


Hoje estão disponíveis no mercado tanto compostos orgânicos naturais como os sintéticos (produzidos pelo homem), diferentemente de alguns anos atrás, como no século XIX, quando só se dispunha de plantas naturais para a fabricação de medicamentos.


pós-venda




É claro que essa prática ainda perdura, aliás, foi assim que muitos medicamentos modernos foram obtidos, através da imitação de substâncias extraídas de plantas medicinais.

Mas se não fosse a forma sintética, estes medicamentos não seriam produzidos em larga escala pela Indústria Farmacêutica.


pesquisa


Na prática funciona assim: os farmacêuticos e químicos extraem da planta a substância de efeito curativo, faz-se então a análise dessa substância para determinar sua estrutura molecular.

Como os átomos estão arrumados no interior da molécula? Este procedimento permite estudar o arranjo atômico.

Em seguida parte-se para a síntese feita em laboratório, onde é possível introduzir variações na molécula da substância.

Nesta etapa é possível retirar ou acrescentar átomos da molécula ou até mesmo alterar o rearranjo atômico. Tudo para se obter medicamentos eficazes e com menos efeitos colaterais.

software de pesquisa



Alguns softwares ajudam os cientistas pois possuem bibliotecas (com anos e anos de pesquisas) e dessa forma é possível pesquisar se tais moléculas são ou não viáveis para se tornarem medicamentos. Isso ajuda muito pois poupa tempo, dinheiro e esforços dos pesquisadores. A informática também é uma grande colaboradora nas pesquisas atuais.


cobaia de laboratorio


Por questões de ética, são utilizadas apenas as moléculas mais promissoras nas pesquisas clínicas. Existem softwares simuladores que substituem algumas pesquisas em animais, mas mesmo assim ainda é fundamental o pré-estudo em organismos vivos.

As cobaias são utilizadas de forma racional e nunca se sacrifica um ser vivo por questões fúteis, óbvias ou inúteis - há sempre um objetivo científico a ser pesquisado.

Fases de Desenvolvimento de um Medicamento



Existem vários processos para o desenvolvimento de um novo princípio ativo. Muitas vezes, as descobertas acontecem ao acaso. De qualquer forma, após a descoberta ou o desenvolvimento químico de um novo princípio ativo, a fase seguinte é a dos estudos pré-clínicos.

Nesta fase, o medicamento será testado em animais de diferentes portes para avaliar principalmente o mecanismo de ação, toxicidade e determinar a máxima dose tolerada.

Em seguida, o medicamento será testado em humanos, o que é conhecido como desenvolvimento clínico e é dividido em:

Estudos Fase I:

Nesta fase, os estudos são realizados em um número pequeno de voluntários sadios (com algumas exceções como em Oncologia e AIDS). O principal objetivo desta fase é determinar a farmacocinética, farmacodinâmica e toxicidade do fármaco.

Estudos Fase II:

Os estudos são realizados em um número limitado de pacientes voluntários, portadores de uma determinada patologia. O principal objetivo desta fase é determinar a dose terapêutica, definida como a dose eficaz e não tóxica.

Estudos Fase III:

Os estudos são realizados em um número maior de pacientes voluntários, e avaliam-se a segurança e a eficácia da medicação, utilizando-se, para isso, uma metodologia de avaliação que inclui, por exemplo, os estudos duplo-cego, aleatorizados, comparativos.

Estudos Fase IV:

A partir desta fase, o medicamento já obteve seu registro e esses estudos são realizados após o lançamento do produto (já com nome fantasia) no mercado, e, em geral, em um número muito maior de pessoas. Estes estudos são realizados principalmente para observação de eventos adversos, em geral, em condições próximas às do uso comercial do medicamento.



As Indústrias farmacêuticas investem bilhões de dólares anualmente na produção de medicamentos, tudo para garantir novos produtos no mercado e que estes possam, além de trazer de volta os investimentos, gerar lucros.



manipulacao


As farmácias de manipulação são "mini-indústrias" que concorrem com as grandes indústrias produzindo medicamentos geralmente com menores preços. Estas farmácias devem seguir rigorosamente as legislações vigentes e sempre possuir o farmacêutico responsável.

A diferença entre o produto industrializado e o manipulado é a apresentação. Por exemplo, na indústria se produz comprimidos, na manipulação, cápsulas. As embalagens também são diferentes, mas devem constar todas as informações importantes como nome do paciente, nome do medicamento, dosagem, modo de usar, nome do médico, condições de conservação, data de validade, data de fabricação, etc. (Já que não possuem bula, cartucho (caixa), blíster (alumínio), etc.).

O efeito do medicamento manipulado deve ser o mesmo do industrializado. Sempre compre medicamentos nas farmácias de manipulação de sua confiança.



farmácia de manipulação


Algumas Definições



Remédio: Um remédio é qualquer substância ou recurso utilizado para obter cura. Não necessariamente é um medicamento. Exemplo: "Rir é o melhor remédio".

Droga: É toda e qualquer substância, natural ou sintética que introduzida no organismo modifica suas funções. As drogas naturais são obtidas através de determinadas plantas, de animais e de alguns minerais. Exemplo a cafeína (do café), a nicotina (presente no tabaco), o ópio (na papoula) e o THC tetrahidrocanabiol (da cannabis). As drogas sintéticas são fabricadas em laboratório, exigindo para isso técnicas especiais. O termo droga, presta-se a várias interpretações, mas ao senso comum é uma substância proibida, de uso ilegal e nocivo ao indivíduo, modificando-lhe as funções, as sensações, o humor e o comportamento.

Florais de Bach: Para o Dr. Edward Bach, deve ser tratada a personalidade da pessoa e não a doença. A doença seria o resultado do conflito da alma e da personalidade. Dr. Edward Bach entendeu que a origem das doenças seria proveniente de sete defeitos: Orgulho, Crueldade, Ódio, Egoísmo, Ignorância, Instabilidade Mental, Cobiça e Gula. Utilizam-se os Florais de Bach.



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